Há alegria que leva à MORTE

"A tristeza é melhor do que o riso; pois a tristeza faz o rosto ficar abatido, mas torna o coração compreensivo." Eclesiastes 7:3 NTLH  
"O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o do tolo, na casa da alegria." Eclesiastes 7:4 NVI
É meio complicado começar um texto com esse tipo de versículo, não é? Principalmente quando se tem aquela ideia de que o crente tem que ser alegre, em contraponto àquela ideia da década passada, de que a pessoa religiosa anda sempre cabisbaixa.
Acho que começamos um problema. Por querer mostrar ao mundo que não somos tristes por causa do Evangelho (afinal, são as boas novas), acabamos querendo extrapolar em felicidade aos olhos do mundo. Realmente, estamos diante de um grande problema.
Digo que é grande pois ele gerou um outro tão imenso que, muitas vezes, por estar imerso nele, você nem conseguirá se dar conta de estar envolvido num problema!


Não sei se você já percebeu, mas o problema de proporções colossais que trato aqui é a música. 


Já ouvi dezenas de pessoas falando que "as músicas antigas da igreja eram tão depressivas! Não conseguia ouví-las e ficar com o coração leve. Sempre acabava meio 'pra baixo" ou "as músicas de uns 10 anos pra cá é que ficaram boas, que enchem a gente de felicidade!".


Estivemos estudando o assunto da "Adoração, canção e louvor" na Lição da Escola Sabatina da última semana e, por conta disso, esse assunto foi abordado na igreja. Não posso dizer que foi para a minha surpresa que as palavras acima, depreciativas para as músicas mais antigas, surgiram mais uma vez.


Isso me levou a pensar em algo muito importante: os versículos bíblicos citados no início.


Querendo fugir daquela imagem de tristonhos, esquecemos a contrição.
Seu coração ficava mais pesado e chegava a ficar depressivo quando ouvia as músicas antigas? ÓTIMO.
Acho que foi exatamente para isso que elas foram escritas! Através delas o Espírito Santo era sentido! Se você ficava triste é por que Ele estava atuando em você!


Por acaso é possível estar diante do trono do Deus Santo e Onipotente e não sentir-se pequeno, sujo e desprezivelmente digno de morte?


"Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!" Isaías 6:5 
"Disse Manoá a sua mulher: Certamente, morreremos, porque vimos a Deus." Juízes 13:22 
"Fiquei, pois, eu só e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo-a, caí sem sentidos, rosto em terra." Daniel 10:8 e 9 
"Como o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor. Esta era a aparência da glória do SENHOR; vendo isto, caí com o rosto em terra e ouvi a voz de quem falava." Ezequiel 1:28

Profetas de Deus, ao sentirem a Sua presença, caíam com o rosto em terra, sem forças e ficavam repletos de temor, com a consciência de sua indignidade e seu pecado. E hoje queremos que as músicas nos deixem felizes! Se elas nos levam a ter senso de nosso pecado, se nos levam a um coração contrito diante de Deus, o que há de errado nelas?


HÁ DE ERRADO EM NÓS!


Ao chegarmos no nível do coração contrito, encontraremos a mais verdadeira paz SE CONFESSARMOS NOSSOS PECADOS.


Você prefere a felicidade que vem pela música ou a que vem pela certeza de ter os seus pecados perdoados? A música que nos leva para mais perto de Deus é aquela que, no final, nos fará perceber que somos infinitamente minúsculos diante da dimensão do poder divino mas, apesar disso, Ele nos busca, nos alcança, nos transforma e nos salva!


Onde há contrição, há esperança de salvação.
Onde só há felicidade, sem ser fruto do coração contrito, já está estabelecida a perdição.
Queremos ouvir o que nos agrada, o que nos diz que está tudo bem, que não precisamos de transformação e estamos caminhando rumo ao Céu. Mesmo quando tudo isso é mentira!


Estamos buscando, finalmente, a adoração a Deus ou a nós mesmos?
Escolhemos as músicas que queremos ou as que precisamos ouvir?
Devemos buscar aquela felicidade do perdão ou a felicidade da música?


Nesses termos, sinceramente, prefiro a tristeza, que me leva à contrição, que me leva ao perdão e, por fim, à vida eterna.


Espero que você também prefira.



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COMENTÁRIOS

1 comentários:

  1. É que começaram a fazer músicas para agradar os cristãos e antigamente as músicas eram feitas para agradar a Deus.

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